4 de maio de 2013

Velho Fascista

Velho fascista!!! era assim que minha mãe se referia ao meu avô sempre que a chance aparecia, Velho mil vezes fascista!!! ela repetia sempre que meu avô dificultava o envio de grana para resolver as enrascadas em que ela e meu pai se metiam. Eram os anos 70, eu tinha 7 anos e meus pais eram dois burgueses defensores da liberdade, igualdade e fraternidade, ou seja dois ripongas que gostavam de  dançar entre as  flores, fumar maconha , celebrar a vida e perdiam horas justificando candiadamente as ações do Baader Meinhof , era verdade que me amavam demais mas era verdade também que eu vivia em outra dimensão, uma dimensão em que eu com sete anos tinha imensa dificuldade para entender o que era real e o que era fruto da fértil imaginação dos meus pais.
Torci meu pé na rua vindo da escola, simples assim, estava caminhando da escola para casa e torci meu pé, uma dor lancinante me tomou da ponta do dedão ao alto do meu desgrenhado cabelo, cheguei em casa amparada por uma outra coleguinha, assim que minha mãe me viu naquele estado não teve dúvidas chamou imediatamente o chamã de plantão que frequentava nossa casa que se chamava Irmão Romualdo, que prescreveu uma infusão de chás, massagens com casca de arvore , meditação e outras coisas que já não me lembro mais, e assim seguimos, dois dias depois eu não conseguia mais levantar da cama, no quarto dia a febre me consumia e eu já delirava o que segundo o Irmão Romualdo era a tempestade que iria anunciar a bonança, médico? apenas um capricho imposto pelo nossa sociedade hipócrita, não passavam de vendedores de remédios a serviço dos chacais imperialistas do capitalismo, 1 semana e meu pé estava do tamanho de uma bola de futebol, lembro que era entre a tardinha e noite e eu estava naquele estado febril de dormir e acordar, delirar, dormir e gemer  foi quando escutei uma grande gritaria, a porta do quarto se abriu e um velho que usava um chapéu familiar irrompeu quarto adentro, se não fosse pela febre juraria que ele usava uma capa vermelha também,  me pegou  no colo e falou colado ao meu ouvido: "Calma, que vai dar tudo certo, você vai sarar" me carregou para fora, antes de me colocar no banco traseiro da Brasília quase 0 KM que tinha dirigido  por 8 horas para chegar na nossa casa, se voltou para minha mãe e disse: "Se acontecer algo com a menina vocês dois vão pagar caro", meu avô estava mais fascista que o habitual, dirigiu até um hospital entrou comigo carregada e me  entregou a um médico que tinha um aspecto mais fascista que ele, após um exame visual que durou dez segundos o monstro de branco sentenciou: "sala de cirurgia já", apaguei no éter e quando acordei meu pé tinha ganhado uma bota de gesso com uma abertura que deixava entrever um grande curativo que por baixa guardava uma infinidade de pontos, a dor era menor e eu já não tinha tanta febre, de lá meu avô fascista me levou direto ao seu bunker no retrogrado e atrasado interior de São Paulo, foram 4 meses para colocar o pé no chão, minha mãe vinha me visitar, mas não ousava conversar com meu avô que saia da casa quando ela chegava, meu pai veio uma vez e só chorou, voltei aos meus pais e a escola, Irmão Romualdo, o homem da bata amarela sumiu nas quebradas e eu nunca mais o vi.
Pequenos apêndices desta estória:
* Uma vez quando tinha 5 anos meu avô disse que eu não era a neta predileta dele, ele gostava mesmo era da mandona da Ágata que estava ao lado dele quando ele morreu;
* Lá pelos anos 80 minha mãe e meu pai se reconciliaram com meu avô, foi a única vez que vi minha mãe e meu avô chorarem, meus pais envelheceram e se tornaram os avôs mais caretas e retrógrados que jamais conheci, ficaram muito piores que o velho de chapéu;
* Hoje quando escuto alguém chamar outro alguém de fascista, sorrio e lembro do velho, meu avô aquele grande fascista.
Baseado num comentário de internete que não me lembro aonde li, se alguém se identificar pode se manifestar que dou o devido crédito.

Como diria o Rei da Dinamarca: Ai, que preguiça.

Tudo começou como um experimento para provar que dificuldades e pobreza ainda faziam parte da Dinamarca, aquele país rico e distante, mas o experimento deu errado. Visite uma mãe solteira de dois filhos vivendo sob os cuidados da seguridade social, propôs um membro liberal do Parlamento a um adversário político cético, e veja por si mesmo o quão difícil é viver assim.
 
Eles descobriram que a vida sob o bem-estar não era tão difícil assim. A mãe solteira de 36 anos de idade, que recebeu o pseudônimo de "Carina" na mídia, tinha mais dinheiro para gastar do que muitos dos trabalhadores período integral do país. Ao todo, ela recebia cerca de US$ 2.700 mensais (cerca de R$ 5,5 mil), e estava no bem-estar social desde que tinha 16 anos de idade.
 
Nos últimos meses, os dinamarqueses não prestaram mais tanta atenção ao caso, e acreditam que apesar de tudo a situação de Carina é lamentável. Mas mesmo antes de sua história chegar às manchetes, há um ano e meio, eles estavam profundamente envolvidos em um debate sobre se o estado do bem-estar social do país, talvez o mais generoso da Europa, havia se tornado generoso demais, o que prejudica a ética de trabalho do país. Carina ajudou a desequilibrar essa balança.

Matéria completa no IG aqui

19 de novembro de 2012

O gordo, o feio e o mau


Um estudo resolveu mostrar toda a verdade por trás das fotos de gente rica, magra e boazinha postadas no Facebook, Leia mais by UOL

PS - Já sinto um certo isolamento social quando digo que não estou no Facebook, gordo e feio eu já sou, só me faltava ficar malvado depois de velho.....

11 de novembro de 2012

Fala China!

Se engana quem pensa que o medo dos dirigentes comunistas ao afirmar que a corrupção pode derrubar o país é de que os Chineses clamem por liberdade, isto é um item de luxo que não faz muita diferença para o povão que em geral tem as mesmas aspirações de qualquer ser humano: viver com dignidade, mandar os filhos para a faculdade, trabalhar etc etc etc, penso que o medo maior destes senhores é o povo clamar pela igualdade prometida pelos líderes da revolução comunista a mais de 70 anos e nunca integralmente cumprida, e da-lhê capitalista de estado.

9 de novembro de 2012

Libertação! mas de que mesmo?

“…Num dia, tiraram a filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido pela revolução, tudo virou libertação. Pedagogia da Libertação, Teologia da Libertação, Psicologia da Libertação. Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita…. “Sebastião Arruda Neto

14 de outubro de 2012

Rebelde


Tarso Genro, praticamente um pantera negra.
                         
RS: líderes querem PT radical, renovado e de volta às origens



Meu comentário : Isto não vinga, só se a turma do sul profundo fundar um outro partido ou proclamar defitivamente a Republika dos Pampas.

2 de outubro de 2012

Drive



Just Drive

"Motorista : Minhas mãos estão meio sujas

Mafioso : As minhas também!"